Esquerdistas normalmente confundem gastos correntes com investimento. Tratam da mesma forma questões de previdência social e construção de estradas. Na verdade, eles gostam de gastar com seus companheiros.
Vejam o discurso de Dilma. O governo do PT bate recordes em aumento de gastos com funcionalismo? Ela afirma que aumentar salários de altos cargos seria uma forma de aumentar “atuação do Estado na economia e promover o desenvolvimento”. Só se for do bolso deles. Quanta bobagem.
Não sou daqueles que defendem um “Estado mínimo”. O Estado não tem que ser mínimo ou máximo. Tem que exercer papéis importantes onde a iniciativa privada seja inconveniente. Além do básico (funções de Estado) defendo gastos em educação como prioritários para um governo decente. Não sou lá muito fã de saúde universal ou de gordas aposentadorias, mas não implico tanto com isso. Em determinadas situações, qualquer político realmente liberal defenderá uma rede de proteção social básica. Só não a tratará como a grande obra do governo, já que um liberal trabalharia com a idéia de que redes de proteção social são necessárias para igualar oportunidades ou emprestar um mínimo de dignidade àqueles que não podem produzir. E tem mais. Mesmo nessas áreas, quando o setor privado pode desempenhar o papel de forma mais eficiente, o Estado só precisa regular mesmo. Estou totalmente dentro do paradigma da regulação. Estado demais é veneno. Onde se puder privatizar, dou apoio. Onde o Estado é eficiente, deixa quieto. (Confesso que isso é muito raro de acontecer).
Quando falo de infra-estrutura, refiro-me às funções básicas do Estado como polícia e judiciário eficientes, mas também à infra-estrutura física mesmo. Boas estradas e portos, essas coisas. São gastos que promovem desenvolvimento de verdade. São aqueles que melhoram a vida das pessoas de forma direta.
Contratação de aspones, gastos com publicidade, aumento de salário de servidores, inchaço da máquina, criação de empresas estatais. Tudo isso caracteriza um governo tipicamente populista e vai de encontro a qualquer pensamento minimamente liberal.
É coisa de político que quer espaço para seus apadrinhados.
1 comentários:
Acho engraçado como cada vez o povo brasileiro fica mais cego. Políticos que apenas jogam a poeira pra debaixo do tapete (muito mal, diga--se de passagem) acabam ganhando a simpatia popular, e por quê? Burrice? Ou falta de vontade de ver? Difícil aceitar viver num país assim.
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